Aproveitando
o descanso dos, até então, líderes Rio Ave, o Oliveira do Douro
ascende, mais uma vez, ao primeiro lugar. E para isso teve de bater as pacenses do Penamaior.
Jogo
que estava agendado para sexta-feira, o Penamaior tinha uma tarefa
difícil para levar à melhor esta formação do mister Ivo Soares. Talvez
com demasiado excesso de confiança, as durienses encaram o jogo de forma
leviana e com muito pouca concentração. Não foi de estranhar que em
apenas cinco minutos, as forasteiras já estavam “tapadas” com as cinco
faltas e fez com que o Penamaior acredita-se que podia discutir o jogo e
aproveitar esse facto. Mas nem o falhanço de um livre de dez metros
desanimou as pupilas de Daniela Silva, que chegaram minutos depois ao
golo. Numa primeira parte dominada pelas caseiras, o Oliveira do Douro
viu-se em maus lençóis e pedia-se o intervalo para reformular as ideias.
Com um Penamaior transfigurado para melhor, não foi de estranhar que as
pacenses chegassem ao descanso a vencer um jogo que dominavam. No
entanto, as palavras do mister do Oliveira do Douro ao intervalo devem
ter surtido efeito, pois ao minuto nove da segunda metade, o Oliveira do
Douro restabelece a igualdade e dá novo alento ao, já bom, jogo
presenciado. Este golo deu alento às forasteiras, mas foi o Penamaior
que protagonizou o lance polémico do jogo, após remate à baliza, a bola
embate na barra e, alegadamente terá entrado, para depois ser retirada
pela jogadora adversária, segundo o Penamaior, “…através de
um bom remate da Marta Ribeiro que bate na barra, entra e posteriormente
é retirada pela atleta adversária, golo este, que nos daria maior
tranquilidade mas devido ao mau posicionamento da dupla de arbitragem,
estes não o validaram, se na hora fiquei com duvidas aquando a
visualização do vídeo passaram a certezas”. Mas o jogo
estava longe de estar resolvido, apesar da polémica, o Penamaior ainda
teria mais motivos para se sentir frustrado, quando vê ao minuto 21’, o
adversário marcar o golo vitorioso. Até final da partida foi um sufoco
para as comandadas por Ivo Sores que ainda viram a trave negar o golo do
empate às pacenses.
No final era notória a frustração e alguma revolta de Daniela Silva pelo resultado, “Antes
de mais e apesar da derrota, quero dar os parabéns à minha equipa,
neste jogo foram grandes, arrisco-me a dizer que terá sido o nosso
primeiro jogo "a sério", deixaram tudo em campo, lutaram e acima de tudo
jogaram até ao último segundo da partida, se mantivermos esta atitude
certamente que a conquista dos três pontos não tardará a chegar.”Ivo Soares foi mais lacónico, “Jogo muito difícil para nós e fizemos o pior, complicámos ainda mais.
Entrada muito má da nossa equipa, completamente desorganizada e em cinco minutos de jogo já tínhamos chegado às cinco faltas. As nossas decisões perto da baliza adversária eram muito precipitadas e sem objetividade. Deste jogo vale os três pontos conquistados.”
Apenas de referir, que neste jogo a atleta Jéssica Pedrosa, do Oliveira do Douro, lesionou-se com alguma gravidade e desejamos uma recuperação rápida.
À
mesma hora a equipa da Casa F. C. Porto Rio Tinto recebia o Paraíso da
Foz. A equipa da casa entrou algo ansiosa, pois via a grande
possibilidade de obter a primeira vitória. E foi com esse pensamento que
entraram em campo, mas a vontade não correspondeu ao que fizeram em
campo. Como equipa, o C.F.C.P. Rio Tinto nunca funcionou como tal e isso
foi fatal para a equipa de Jaime Cabral. Mas do outro lado estava uma
equipa bem organizada que com uma pressão alta foi capaz de anular
qualquer tentativa de resposta das caseiras e não foi de estranhar que
aproveitados dois passes errados da defensiva do C.F.C.P. Rio Tinto, o
Paraíso da Foz chegou aos dois golos. Resultado que fechou a primeira
parte deste encontro nem sempre bem jogado por ambas as partes. Na
segunda metade, Jaime Cabral altera algumas peças e dá uma “injeção” de
motivação e isso viu-se na atitude da equipa que começou a desenvolver
transições com mais perigo para a baliza adversária. Certo que com dois
golos de vantagem, a equipa do mister Paulo apostava mais no
contra-ataque na procura de surpreender o adiantamento do adversário na
quadra. Com o avanço do jogo a ansiedade continuava a apoderar-se das
portistas de Rio Tinto e por insistência o golo acabou por aparece, mas
já era tarde para recuperar.
Resultado positivo para o Paraíso e um sabor amargo para Jaime Cabral que afirmou “…acabamos
por ter várias ocasiões de golo mas por falta de experiência das minhas
atletas não marcamos. Acabamos por fazer um golo merecido já perto do
final não chegou. Tenho que dar os parabéns as minhas atletas, porque
não desistiram, e o resultado acaba por ser bom para o Paraíso, porque
aproveitou muito bem os nossos erros.”
No
Jornada Mágica Vs. Póvoa Futsal, apenas podemos ler o resultado, pois
não tivemos qualquer repercussão sobre este jogo. Apenas de salientar
que a treinadora do Jornada Mágica, Liliana Ponte regressou aos pontos
frente a uma equipa que aspira subir de divisão. Já o Póvoa começa a
deixar fugir os seus adversários diretos e vê o Amarante aproximar-se a
passos largos. Mas ainda há muito campeonato pela frente para retificar
processos, certamente.
No
sábado, um frente a frente muito curioso. Dois treinadores muito
emotivos e que defendem as suas equipas como poucos. Nelson Ramos e
Emanuel Moreira apostavam num jogo de qualidade e bem disputado. O
Santana entrou bem melhor no jogo, talvez a tentar dar uma melhor imagem
do que a que deixou na semana passada. Com uma entrada forte e com
pressão alta, Nelson Ramos viu a sua equipa chegar ao primeiro golo após
a conversão de um canto. Mas O Marco 09 num contra-ataque rápido chega
ao empate, resultado que levaria as duas equipas ao intervalo. Com os
pontos repartidos até então, a segunda metade seria decisiva para ambas
as equipas. Ambas estavam taticamente muito aproximadas e o empate já
se adivinhava, no entanto, Nelson Ramos queria mais. Achava que deveria
vencer este jogo e aposta no 5x4. Mas o feitiço virou-se contra o
feiticeiro. Num roubo de bola, com alguma sorte à mistura, o Marco chega
ao golo vitorioso o que deixa um amargo de boca na equipa do Santana
que estava convicta que poderia vencer um jogo onde, na grande maioria,
foi superior. Mas no futsal quem arrisca, arrisca-se…
Nelson Ramos estava inconformado com este resultado, “Este
jogo foi a prova de que nem sempre ganha quem mais corre, mais remata,
mais ataca..., depois de uma semana menos boa a equipa respondeu muito
bem ao que lhes foi pedido…parabéns ao Marco pela vitória mas mais uma
vez saímos deste jogo com um sabor amargo ou falta da estrelinha da
sorte porque quem esteve presente viu que tentamos ganhar o jogo durante
os quarenta minutos, em momento algum recuamos as nossas linhas e
sofremos dois golos em duas perdas de bola. Obrigado a todos os nossos
adeptos e foram muitos e vamos levantar a cabeça meninas porque sábado
há mais.”
Emanuel estava mais contente com o resultado do que com o jogo em si, “Vitória
sofrida diante de uma equipa organizada, empenhada e motivada. A equipa
da AD Marco 09 é muito jovem, inexperiente nestes campeonatos e por
vezes ingénua. Neste jogo isso foi por demais evidente. Tivemos uma
atleta que aquando da sua substituição, saiu com problemas respiratórios
não conseguindo jogar mais. Esse episódio intranquilizou todo o grupo,
que ficou bastante apreensivo com o seu estado, “desligando-se” do jogo
de forma inconsciente, falhando inúmeros passes, posicionamentos e
abordagens aos lances. No final fomos premiados com a vitória, muito
importante para alcançarmos os objetivos delineados no início da época,
contudo outro resultado não seria de todo inaceitável fruto do que se
passou no decurso do jogo. Uma palavra de apreço à bem organizada equipa
do CDC Santana e toda a sua estrutura”
Meia
hora após este jogo começava o encontro que opunha o A.D. Amarante Vs.
Citânia Sanfins F.C. e o A.D. Amarante aproveitou o empate do Póvoa para
se aproximar das poveiras onde apenas se encontra a um ponto de
distância. Jogo como muito outros, muito equilibrado. Com uma marcha do
marcador impropria para “cardíacos”, o jogo começou com o golo das
forasteiras comandadas por Carlos Alves para logo depois o Amarante
igualar com um excelente golo a culminar um remate sem preparação da
atleta amarantina. A primeira metade registava um empate a uma bola, num
jogo muito equilibrado. E esperava-se o mesmo para a segunda parte. A
jogar em casa, o A.D. Amarante aumentou o ritmo à procura dos três
pontos e conseguem bisar numa jogada de envolvência. Mas o jogo “louco”
que estas duas equipas proporcionavam só podia proporcionar mais golos.
Pouco depois o Citânia Sanfins igualava a partida e já todos pensavam
que devido ao equilíbrio, o empate seria o mais justo, o A.D. Amarante
tira um “coelho” da cartola e faz o terceiro arrematando assim um jogo
muito equilibrado em que se aceitava o empate. Vitória para o A.D.
Amarante que assim se aproxima do lote de equipas com aspirações de
subida. Já o Citânia Sanfins encontra-se em oitavo lugar e não vence há
quatro jogos.Carlos Alves comentou no final, “…resultado injusto porque nenhuma das equipas merecia perder devido ao equilíbrio nas oportunidades e de salientar uma boa equipa de arbitragem.”
Com
o descanso do A.S.S. Amanha Criança e Rio Ave, que beneficiou mais com
este descanso foi no Oliveira do Douro que como venceu esta jornada
volta a um lugar que conhece bem, o primeiro, relegando o Rio Ave para a
segunda posição a apenas dois pontos, mas menos um jogo. Este
campeonato está realmente a superar as expectativas, pois a mudança
constante de líderes é surpreendente o que só sobressai a qualidade
equitativa das equipas. Ainda a “procissão vai no adro” e temos muito
campeonato pela frente, mas não deixa dúvidas que as candidatas começam a
perfilar na grelha da partida para obter os melhores lugares, lugares
esses, que dão acesso à 1ª Divisão. E nós estaremos aqui para contar
tudo.Por hoje é tudo. Vemo-nos para a semana.
Retirado do site: http://www.futsal-porto-distrital.com/



Continua
a dança de clubes nos cinco primeiros lugares onde quatro deles
garantem a subida à primeira divisão. Este fim-de-semana, o Rio Ave
aproveitou bem o descanso do, até então líder Oliveira do Douro para
passar para a frente a apenas um ponto de distância.
Primeiro
damos um salto até ao jogo entre o Paraíso SC Foz Vs. AD Amarante, num
jogo onde a AD Amarante seria inicialmente favorita, apesar de vir de
duas derrotas seguidas. A AD Amarante iniciou bem o jogo, estando por
cima durante quase toda a primeira parte, onde conseguiu obter dois
golos sem resposta apesar do Paraíso da Foz ter criado duas ou três
situações de golo sem êxito. A segunda parte começou logo com mais um
golo da AD Amarante, mantendo-se sempre por cima do jogo, mas sempre com
alguns contra ataques muito perigosos do Paraíso, que apenas conseguiu
concretizar por uma vez. O resultado final foi de um para o Paraíso da
Foz e seis para AD Amarante mostrando também no campo o seu favoritismo
antes do jogo iniciar. Mais um bom jogo de futsal com todo o fair play
que deve existir nestes jogos.
No
sábado, o Póvoa Futsal recebia o último classificado, a Casa FC Porto
Rio Tinto e não complicou. Com uma primeira parte muito forte, cedo
impuseram a sua qualidade na quadra e não foi de estranhar que ao
intervalo já venciam por dois golos de diferença. Na segunda parte, a
Casa do FC Porto Rio Tinto conseguiu discutir mais o jogo e até teve
algumas oportunidades de fazer o tento de honra, mas quis o destino que
nada se alterasse até final. Mais três pontos para a equipa de Rui
Casanova que assim solidifica a terceira posição, mas a piscar o olho ao
primeiro lugar onde está a apenas escassos dois pontos. Jaime Cabral é
um exemplo de fair play em todos os comentários que faz das suas
partidas e desta vez não fugiu à regra, “Vitória sem contestação
por parte do Póvoa. São uma equipa muito forte, apesar de nós na
segunda parte termos discutido o jogo. Uma palavra para as minhas
meninas que estão a crescer de jogo para jogo”, apesar de ultimo classificado, esta equipa não desarma e isso é positivo para a formação das atletas como jogadoras e pessoas.
Ainda
no sábado, o Rio Ave FC recebia no seu último reduto a AD Marco 09.
Jogo que seria vital para as vila-condenses e também muito equilibrado. A
provar isso é que ao intervalo o resultado teimava em manter-se tal
como tinha iniciado, tudo a zero. Na segunda parte, erros defensivos e
uma perda de bola originou o resultado favorável para as comandadas por
Manuel Graça. Três golos sem resposta foi o desfecho final deste
encontro que ditou o primeiro lugar para o Rio Ave FC e a segunda
derrota consecutiva para a equipa de Emanuel Moreira. No final o técnico
do Marco argumentou, resignado, “Dar os parabéns à excelente
estrutura do Rio Ave FC, felicitando-os pela vitória. Defrontamos a
melhor equipa deste campeonato, muito motivada, muito experiente, muito
dinâmica fruto da capacidade individual do leque de atletas experientes
que a compõem. Continuar a trabalhar com a mesma convicção, como até
aqui, pois este grupo tem muito para aprender e muitas conquistas fruto
da crença, entrega e empenha de todos quantos o compõem.”
Diga-se de passagem, que esta dupla jornada não foi favorável para Marco
defrontar as equipas à beira mar. Haverá com certeza dias melhores pela
frente e nada está perdido.
O
último jogo do sábado estava reservado para o CDC Santana Vs. Citânia
Sanfins FC e que jogo para as maiatas. Entraram no jogo muito fortes e
com a determinação de arrumar com a questão cedo, mas a boa estrutura
defensiva das pacenses não possibilitou mais do que a obtenção de dois
golos até ao intervalo. Na segunda parte, o Santana acomodou-se com o
resultado e quase via a estratégia montada cair por terra, quando o
Citânia chega ao empate após dois golos quase seguidos. A partir de
aqui, Nelson Ramos abana com a equipa e força o andamento. Nesta altura
do outro lado, Carlos Alves apercebia-se dos sistemáticos erros
defensivos da sua equipa e adivinhava o que se iria passar, mas não
conseguiu evitar uma reta final demolidora do Santana que fez mais
quatro golos até ao final da partida. No entanto, os dois treinadores
tinham uma visão diferente do jogo, Nelson Ramos afirmou “vitória
sem contestação. Fizemos uma primeira parte muito boa, fomos mais
fortes do que elas e isso refletiu-se nos dois golos. Na segunda metade,
relaxamos um pouco e o Citânia aproveitou e ainda beneficiou de um auto
golo, mas depois acordamos para uma exibição fantástica. Parabéns às
minhas meninas pela atitude empregue em campo”, no entanto, Carlos Alves não contesta a vitória mas, “
acho o resultado demasiado expressivo para o que aconteceu no jogo. Não
tiro o mérito ao adversário, mas foram os nossos erros que
condicionaram este dilatar do marcador. Achei um jogo demasiado
equilibrado para um resultado tão expressivo. No entanto, parabéns ao
Santana pelo concretizar das oportunidades que teve.” Lembrar aos mais distraídos, que na próxima segunda-feira o Citânia defronta o Paraíso da Foz em jogo de atraso.
No
domingo a jornada fechou em Corim com o jogo entre o ASS Amanhã da
Criança e o Jornada Mágica ADC. Apesar de ambas as equipas procuram o
golo, o Amanhã da Criança foi mais eficaz nas oportunidades criadas,
principalmente na primeira parte. Com um futsal mais curto e apoiado, a
equipa de André Marinho foi quem mais fez para obter os três pontos.
Três golos a um foi o resultado final em que coloca o Amanhã da Criança a
meio da tabela e o Jornada Mágica nos lugares mais a baixo. André
Marinho confirma que foi um bom jogo entre as duas equipas, “acabou
por ser um jogo de futsal jogado a um bom ritmo e com ambas as equipas á
procura de golos sendo a nossa a mais competente. Cumprimos frente a
uma equipa com a qual nunca é fácil jogar o nosso futsal mais curto e
apoiado e que coloca em campo uma agressividade por vezes acima do
razoável.”
Findo
que está a primeira volta, o que se destaca mais nesta fase é a
liderança perdida pelo Oliveira do Douro, onde andou durante quase toda a
primeira volta e a ascensão do Rio Ave ao primeiro lugar, transmitindo
um trabalho bem realizado. Mas ainda falta muito campeonato e há muitas
pretendentes aos lugares de subida. Do oitavo lugar para cima, tudo será
possível e como se diz na gíria portuguesa “até ao lavar dos cestos é
vindima”.